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O Simbolismo do Livro

Postada em 24th Jan 2015 @ 10:43 PM

Além da associação mais imediata com a sabedoria, o livro é, num grau mais elevado, o símbolo do universo, presente da literatura árabe ao realismo fantástico, passando pelos rosa-cruzes. Mas o Livro da Vida do Apocalipse está no centro do Paraíso, confundindo-se com a árvore da vida: as folhas da árvore, como os caracteres do livro, representam tanto a totalidade dos seres como a totalidade dos decretos divinos. Também no Livro dos Mortos, uma coletânea de fórmulas sagradas dos egípcios, e nos livros sibilinos, que eram consultados pelos romanos nas situações excepcionais, o livro encerra esse simbolismo de segredo divino, só revelado ao iniciado.

Se o universo é um livro, é que o livro é a Revelação, e, portanto, por extensão, a manifestação. O Liber Mundi dos rosa-cruzes é ao mesmo tempo a mensagem divina, o arquétipo do qual os diversos livros revelados não passam de traduções em linguagem inteligível. Em certas versões da Busca do Graal, o livro é também identificado com a taça, deixando claro o simbolismo: a busca do Graal é a busca da palavra perdida, da sabedoria suprema tornada acessível aos mortais.

Um livro fechado significa a matéria virgem. Se está aberto, a matéria está fecundada. Fechado, conserva o seu segredo. Aberto, o conteúdo é tomado por quem o investiga. O coração é, assim, comparado a um livro: aberto, oferece seus pensamentos e sentimentos; fechado, ele os esconde.

Para os alquimistas, a obra é expressa simbolicamente por um livro, aberto ou fechado, conforme a matéria-prima tenha sido trabalhada ou apenas extraída. Às vezes, quando o livro é figurado fechado, simbolizando a matéria bruta, ele aparece selado com sete fitas, representando as sete operações sucessivas que permitem abri-lo.


(Fonte: CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro, José Olympio, 1998.)O SIMBOLISMO DO LIVRO


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  • Além da associação mais imediata com a sabedoria, o livro é, num grau mais elevado, o símbolo do universo, presente da literatura árabe ao realismo fantástico, passando pelos rosa-cruzes. Mas o Livro da Vida do Apocalipse está no centro do Paraíso, confundindo-se com a árvore da vida: as folhas da árvore, como os caracteres do livro, representam tanto a totalidade dos seres como a totalidade dos decretos divinos. Também no Livro dos Mortos, uma coletânea de fórmulas sagradas dos egípcios, e nos livros sibilinos, que eram consultados pelos romanos nas situações excepcionais, o livro encerra esse simbolismo de segredo divino, só revelado ao iniciado.

    Se o universo é um livro, é que o livro é a Revelação, e, portanto, por extensão, a manifestação. O Liber Mundi dos rosa-cruzes é ao mesmo tempo a mensagem divina, o arquétipo do qual os diversos livros revelados não passam de traduções em linguagem inteligível. Em certas versões da Busca do Graal, o livro é também identificado com a taça, deixando claro o simbolismo: a busca do Graal é a busca da palavra perdida, da sabedoria suprema tornada acessível aos mortais.

    Um livro fechado significa a matéria virgem. Se está aberto, a matéria está fecundada. Fechado, conserva o seu segredo. Aberto, o conteúdo é tomado por quem o investiga. O coração é, assim, comparado a um livro: aberto, oferece seus pensamentos e sentimentos; fechado, ele os esconde.

    Para os alquimistas, a obra é expressa simbolicamente por um livro, aberto ou fechado, conforme a matéria-prima tenha sido trabalhada ou apenas extraída. Às vezes, quando o livro é figurado fechado, simbolizando a matéria bruta, ele aparece selado com sete fitas, representando as sete operações sucessivas que permitem abri-lo.

    (Fonte: CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro, José Olympio, 1998.)